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Rota Cultural do AGREE aproxima investigação e territórios, com Sines entre as ações-piloto

Dar a conhecer o património das grandes expedições atlânticas exige ligar a investigação histórica às histórias e aos recursos de cada território. Foi com esse objetivo que os parceiros do AGREE se reuniram em Dublin, de 13 a 15 de outubro de 2026, para avaliar o progresso do projeto e preparar a próxima fase da futura Rota das Grandes Expedições Atlânticas.

16/10/2026

Rota Cultural do AGREE aproxima investigação e territórios, com Sines entre as ações-piloto

O Sines Tecnopolo participou no encontro, que incluiu a análise da ação-piloto em Sines e do trabalho de comunicação que coordena.


A Rota pretende reunir territórios ligados à história das expedições atlânticas numa narrativa comum, dando espaço aos contributos de cada lugar. Para o público, isso poderá representar novas formas de conhecer e interpretar este património. Para as entidades culturais, educativas e turísticas dos territórios participantes, abre a possibilidade de desenvolver conteúdos e iniciativas em ligação com uma rede internacional.


No primeiro dia, os parceiros discutiram o trabalho do Comité Consultivo Científico, dos grupos de investigação e das redes locais. As sessões conduzidas pela University College Dublin abordaram a gestão de dados e a aplicação da inteligência artificial, com atenção à validação das fontes e aos direitos de utilização dos conteúdos. O Discovery Programme apresentou métodos de documentação do património, entre os quais a fotogrametria, o registo aéreo e a digitalização 3D. Estas ferramentas foram discutidas como possibilidades para apoiar a investigação e a interpretação do património, sem substituir o trabalho de validação científica.


A reunião prosseguiu com a segunda Assembleia da Associação Atlântica e a análise da candidatura da Rota à certificação como Itinerário Cultural do Conselho da Europa. Os parceiros fizeram, também, o ponto de situação das quatro ações-piloto em Huelva, Sines, Lagos e Grand Cognac. Estas ações permitem trabalhar a relação entre a narrativa comum da Rota e as características de cada território. A candidatura à certificação encontra-se em preparação e as ações-piloto continuam em desenvolvimento.


Em Sines, a ação-piloto poderá criar novas formas de apresentar o património marítimo local em ligação com os restantes territórios da Rota. Esse trabalho interessa às entidades que estudam e divulgam a história da cidade, mas também às empresas e organizações ligadas à cultura, ao turismo e às atividades náuticas. Para que os conteúdos representem o território com rigor, o Sines Tecnopolo tem contado com o contributo técnico dos especialistas da Câmara Municipal de Sines, seu associado maioritário.


O Sines Tecnopolo apresentou ainda a abordagem de comunicação do AGREE nas suas três vertentes: o projeto, a futura Rota Cultural e os parceiros nos respetivos territórios. A discussão incidiu sobre a articulação das mensagens comuns e a sua adaptação a diferentes públicos, incluindo aqueles a quem se pretende dar a conhecer o património de Sines.


No último dia, os participantes visitaram o Porto de Dublin e o EPIC The Irish Emigration Museum. As visitas deram a conhecer exemplos de interpretação do património e de envolvimento do público, úteis para a reflexão sobre a forma como a futura Rota poderá apresentar as histórias dos territórios que a integram.


Esta segunda reunião do consórcio permitiu alinhar as prioridades da próxima fase: consolidar a narrativa da Rota, avançar com as ações-piloto e preparar conteúdos sobre o património das grandes expedições atlânticas. O AGREE reúne organizações de Portugal, Espanha, França e Irlanda e é cofinanciado pela União Europeia através do Programa Interreg Atlantic Area.


Saiba mais sobre o projeto no website do AGREE.

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